A série é uma lição para contadores de histórias sobre como tratar de temáticas sociais importantes com entretenimento!

Demorei para assistir a série, pois estava com foco na leitura, escrita e no The 29 Chapters. Porém, quando comecei a ver os episódios, fiquei tão viciada que rapidamente terminei. Ainda estou impressionada como Dear White People é divertida, mesmo que seu foco principal seja discutir a realidade do racismo nos dias atuais.

Antes da sua estreia, a série gerou polêmica com o primeiro trailer liberado. A #Netflix foi acusada em apoiar “racismo reverso”. A empresa sofreu ameaças de cancelamento do serviço por vários usuários que se sentiram ofendidos pelo teaser da série. Felizmente, a empresa não cedeu à polêmica e estreou um conteúdo original em todos os sentidos. Então, vem conferir as lições que aprendi ao assistir essa temporada de Dear White People

Dear White People: É possível falar de um tema importante e fazer uma história divertida

Sinceramente, acho que ri mais em Dear White People do que muita série de comédia. O roteiro sabe explorar muito bem seus personagens e de forma bem humorada. Por mais que trate de um assunto sério, a forma como a história é contada nos faz mergulhar na trama. A estrutura da temporada é ótima dando a devida atenção a cada personagem. Talvez isso dê a leveza necessária para alguns momentos.

Como uma contadora de histórias, acredito que a ficção tem uma função social importante de falar sobre temas importantes. Transmitir mensagens que façam as pessoas refletirem é uma das funções de uma história. Porém, não devemos esquecer do elemento diversão. Histórias muito carregadas acabam sendo rejeitadas por uma parte das pessoas. Assim, a mensagem fica restringida a um grupo. Dear White People consegue ser o tipo de série para qualquer idade, gênero e raça. Este é o grande trunfo da série!

Dear White People: Racismo velado é real!

Este é uma realidade, seja nos EUA ou no Brasil. E a série tem como principal função revelar esse racismo velado que os negros sofrem atualmente. A festa que originou toda a movimentação na faculdade é apenas um das formas que este tipo de racismo se apresenta. Durante os episódios, vemos outros exemplos que geram comoção nos personagens e no público.

A discussão sobre o racismo velado sempre retorna em discussão quando sabemos daqueles tristes casos em que homens ou mulheres morrem por serem negros. Sem falar o que eles sofrem para conseguir serem vistos em outras áreas da sociedade. A série alerta sobre esse tipo de racismo e como devemos mudar esta realidade.

Dear White people, nós precisamos mudar!

Sério! Não podemos continuar com esse tipo de comportamento. E não apenas em relação ao racismo, mas contra qualquer tipo de preconceito. Cada vez mais as pessoas estão ganhando voz. Estão lutando pelo direito de ter direito. Por uma sociedade sem privilegiados, mas sim com direitos iguais. E isto não é sobre dinheiro!

Você ter o direito de andar em certos lugares sem ser visto como um possível criminoso não tem nada a ver com dinheiro. Você não ser espancado por sua orientação sexual não tem nada a ver com dinheiro. Você não ser discriminada por seu gênero não tem nada a ver com dinheiro. A igualdade de direitos não é uma luta contra o capitalismo ou socialismo. É uma batalha humana por uma sociedade justa para todas!

Minha única tristeza com a série foi quando ela acabou após poucos episódios. Independente de você ser uma pessoa ativa em relação aos Direitos Humanos, a história continua sendo uma excelente opção de lazer! E você? O que achou da primeira temporada de Dear White People? Deixe nos comentários abaixo sua opinião sobre a série.