Imagem relacionada

A segunda temporada da aclamada série é uma discussão real sobre os vários papéis da mulher, especialmente a maternidade.

Elizabeth Moss merece todos os prêmios por sua marcante intepretação. Primeiro, ela sabe realmente escolher seus personagens. Antes de ser a Offred em The Handmaid’s Tale, ela foi Robin, uma detetive australiana que lida com traumas do seu passado enquanto tenta desvendar crimes contra mulheres.

Enquanto a primeira temporada tratou do tema sobre abuso sexual e suas consequências, essa teve o foco em discutir sobre maternidade. Após desistir do casamento, Robin retorna para Sidney e inicia a investigação de uma garota chinesa morta jogada no oceano. Contudo, sua vida pessoal ganha outra tonalidade quando ela conhece a filha que deu para adoção, fruto de seu estupro.

Com novos personagens interessantes, Top of the Lake deixa de lado toda a melancolia que a tornou famosa na primeira temporada. Agora a série segue em sua segunda temporada um ritmo mais rápido e mostrando relações complexas. Este texto contém spoiler da temporada, então cuidado!

1. Pessoas não mudam sua essência

No segundo episódio, descobrimos a razão de Robin não ter casado. Seu ex namorado voltou a vida de traficante de maconha e a traía. Enquanto mais a frente, revemos o grande vilão da primeira temporada e como seu instinto por vingança o faz agir como um louco. Ou seja, as pessoas podem sim mudar, mas sua essência será sempre a mesma. Robin pode até encontrar a felicidade em um novo relacionamento amoroso ou com a filha, porém ela sempre será a pessoa fechada e marcada por um passado trágico.

2. Diferença entre amor e obsessão

Uma discussão forte nessa temporada é o que amor e o que é obsessão. Os principais relacionamentos dessa temporada, Mary/Puss e da garota chinesa/garoto universitário, é uma clara demonstração como as pessoas podem ser perder no que é realmente o conceito de amor. Especialmente Mary, que perde sua essência e quase destrói seus laços familiares por alguém que não merece. Infelizmente, o garoto universitário foi ao limite da obsessão, porém Mary conseguiu se salvar do relacionamento abusivo e tóxico.

1. O que é ser mãe

Robin descobre o que é ser mãe nessa temporada. Ela nunca tinha tido nenhum sentimento por Mary além de reviver o trauma do seu estupro. Contudo, ao conhecer e conviver com a garota, Robin começa a amá-la  e ao final da temporada ela se considera mãe de Mary. Não por ser uma mãe biológica, mas sim pelo sentimento que ela desenvolve pela garota. Sim, mãe é quem cria, mas também aquela que nutre o sentimento de cuidar e amar!

Por fim, essa segunda temporada termina nos deixando com o gostinho de quero mais e esperando por respostas que talvez não teremos. Ainda assim, é uma excelente opção de uma história marcante e moderna que faz uma reflexão sobre os relacionamentos. Especialmente no contexto feminino. Super indico!