The Good Fight é o spin-off da série The Good Wife e foca agora na vida pós Alicia Florrick de Diane Lockhart. Os criadores repetem o que sua série original tinha de melhor, com bons casos, diálogos e personagens.

Tenho que confessar que desisti de The Good Wife. As primeira temporadas da série eram ótimas, mas foi perdendo a qualidade justamente pelo desenvolvimento de Alicia. Quando parecia que ela finalmente iria se livrar do título da série, o roteiro criava aldo para ela manter a posição. Ainda que tentasse demonstrar que ela estava longe de ser a santa que muitos acreditavam.

Então, fiquei muito feliz em ver a perspectiva de uma nova série. Já que o foco seria em Diane Lockhart, uma das melhores personagens femininas da série. Talvez perdendo apenas para os ilustres anos de Kalinda. Além disso, a série apresenta um nome adequado ao que realmente apresenta e outras duas protagonistas fortes e interessantes. Então, vamos aos principais motivos para você dar uma chance para The Good Fight.

Nome da Série

Li em uma revista uma vez uma declaração dos criadores dizendo que o nome The Good Wife limitava a história.Afinal, como Alicia sendo uma “boa esposa” poderia deixar Peter de vez? Isso causou todos os problemas de ela nunca estar feliz em outro relacionamento ou conseguir se livrar dos problemas trazidos pelo sobrenome Florrick. Sem falar em todas as tramas políticas que Alicia era obrigada a suportar.

Então, quando vi o nome do spin-off fiquei feliz que dessa vez eles acertaram. Diane Lockhart foi feita para brigar, especialmente nos tribunais. Além disso, Maia e Lucca, as outras advogadas principais, tem personalidades fortes e capazes de entrar em uma boa briga. E vamos ser francos: os melhores episódios de The Good Wife giravam em torno de grandes conflitos, sejam no escritório ou contra outras firmas. Assim, os primeiros episódios já entregam bastante do que podemos esperar da série – Boas brigas com grandes histórias.

Casos Jurídicos Atuais

O piloto já mostra que podemos esperar um nível elevado de qualidade nos casos semanais. O casal King sabe fazer episódios com maestria tratando temas polêmicos e atuais. Além disso, a principal trama dessa temporada é justamente um escândalo financeiro. Ainda está fresco na memória dos americanos a bolha de 2008 e como vários investidores deixaram milhares de pessoas sem dinheiro devido a sua falta de cuidado.

O pai de Maia é acusado do esquema e a vida dela muda completamente. A série sabe demonstrar bem como a mídia e a internet podem transformar a vida de uma pessoa. Agora ela precisa refazer a vida, enquanto tenta provar a inocência do pai. Mas como nada é o que parece com o casal King, acho que ainda teremos muitas reviravoltas por aí. A cada semana uma peça do quebra-cabeça é entregue e fico louca pelo próximo episódio.

Trio Protagonistas

Em The Good Fight não é #GirlPower, mas sim #WomenPower! As personagens principais são fortes e modernas. Diane já conhecemos e sabemos do que ela é capaz. É interessante a história criada para continuarmos acompanhando sua jornada. Quando Diane finalmente anuncia e se prepara para a aposentadoria, o escândalo financeiro faz com que ela fique sem dinheiro e sem emprego. Então, ela inicia em uma nova firma, precisando mostrar serviço e de que ainda é capaz de muita coisa.

Maia, como já explicado, é a nova Alicia, porém mais determinada do que a original. Ela é o centro das atenções pela prisão do pai. Felizmente, ela tem em Diane a mentora/madrinha para dar continuidade a sua vida. E começa a criar uma amizade inesperada com Lucca, uma advogada implacável e ambiciosa. Não cheguei a conhecer a personagem em The Good Wife, mas adorei a versão Kalinda advogada.

Se todos esses motivos ainda não são suficiente, saiba que o canal já renovou para uma segunda temporada! Ou seja, o canal sabe do potencial da série e sua história, ainda mais tendo o casal King à frente do projeto. Tenho fé de que The Good Fight passará sua predecessora em qualidade e se tornará outro sucesso.